quarta-feira, 14 de março de 2018

Txai Resort, Itacaré, Bahia.




Confesso que era um desejo antigo. Desde a sua inauguração nos idos deste século, sempre desejei passar alguns dias por lá. No início as tarifas eram inalcançáveis e os voos para Ilhéus eram quase sempre ruins. Nunca dava certo. Ano passado, enfim, reservei o hotel para primeira semana de outubro de 2017. Quis o destino que não era desta vez que iria visitar o famoso hotel em virtude de problemas de saúde na família. Daí, a viagem foi postergada para 2018 e realizada na última semana de fevereiro.

Pense num lugar bonito e paradisíaco. Pense num lugar exclusivo. Pense num lugar tranquilo. O Txai Itacaré é tudo isso e muito mais. Compartilho com você nas próximas linhas algumas características marcantes deste lugar imperdível. Com certeza nenhum texto será suficiente para descrever um lugar tão prazeroso. Se você tiver a oportunidade de visitar não perca, especialmente se for uma viagem a dois.

A localização

O Txai Resort Itacaré Bahia está situado ao norte da cidade de ilhéus, a cerca de 60 Km do aeroporto (1 hora de carro), e ao sul de Itacaré, 15 Km, na bela praia de Itacarezinho.

Fiz o transfer pelo próprio hotel. Apesar de um pouco mais caro, recomendo que você faça o mesmo. A comodidade compensa qualquer diferença tarifária. Outra opção seria alugar um carro, especialmente para aqueles que desejam conhecer outros lugares além do hotel.

O aeroporto de Ilhéus é simplesmente péssimo e desconfortável. Um desastre. O “baque da chegada” é recompensado na volta, pois o hotel oferece auxílio no check-in e uma agradável sala Vip climatizada, que minimiza o desconforto das péssimas instalações do aeroporto.

Onde reservar o hotel

Você poderá adquirir o pacote nas agências de turismo, nos sites de busca (hotéis.com, por exemplo) ou no próprio site do hotel. Fique atento aos pacotes promocionais no site do Txai que oferece bons descontos.

Importante: em virtude do terreno muito irregular e das distâncias longas, talvez o hotel não seja indicado para pessoas com dificuldade na locomoção. O passeio com crianças também é pouco recomendado.

Os bangalôs

A área do hotel é muito grande. Salvo engano são 39 bangalôs. Alguns ficam distantes de quase tudo e outros apresentam uma bela vista. Optei por ficar no “bangalô praia” que, apesar de não ter vista direta para o mar – existe uma vegetação nativa entre o mar e o bangalô – fica relativamente próximo das áreas de lazer: piscina, restaurantes, recepção, etc. Com certeza, quando voltar lá, repetirei a dose. Acho que é a melhor opção, mas de qualquer forma dê uma olhada na planta dos bangalôs, disponível no site do hotel. As instalações do “bangalô praia” são excelentes. Quarto amplo e muito confortável. Confesso que no começo, achei um pouco rústico demais, mas depois me acostumei. Destaque para o chuveiro ao ar livre; fique tranquilo, ele é aberto, mas cercado externamente. O banho é sensacional, pode acreditar.

A praia

A praia de Itacarezinho é uma das mais belas que já visitei. Ela é plana e permite uma agradável caminhada. O mar é aberto, mas não é muito agitado, e a temperatura é amena. E o melhor: a praia é quase desértica. Uma tranquilidade total.

As refeições

São dois restaurantes. Um que serve o café da manhã e o jantar (Orixás), próximo à recepção, e outro que fica à beira mar, junto da piscina, reservado ao almoço. Tudo comandado pelo jovem Chefe Francês, Aurelien Roche, proveniente de Nice, no sul da França.

Um ponto muito positivo é o horário estendido das refeições, o que agrada a todos os gostos. O café é servido das 8 às 11, o almoço das 12 às 16 e o jantar das 20 às 23 horas.

O café da manhã é de alto padrão, mas sem grandes destaques.

O almoço é o ponto alto da gastronomia. A localização do restaurante é impecável e o cardápio traz as maravilhas da culinária local. Experimente o bobó de camarão, a moqueca de peixe com camarão e, de entrada, sugiro a deliciosa casquinha de siri (a melhor que já comi).




O jantar é oferecido ao ar livre, extremamente agradável, e traz um cardápio mais refinado do que o do almoço, mas sempre respeitando as tradições baianas com um toque francês. Os preços não são exagerados e alguns pratos podem ser compartilhados.

No hotel a única refeição inclusa é o café da manhã.

A carta de vinhos é razoável e com preços acessíveis. 

Piscina e praia.

O hotel oferece uma ótima e confortável área de lazer com destaque para a tranquilidade da piscina e da praia, ambas em contiguidade, e a bem cuidada área verde ao redor. O serviço é cortês, mas um pouco lento. Tenha paciência, você está na Bahia. Mas se a rapidez não é marca dos baianos, a simpatia é recompensadora.



SPA Shamash

Talvez a cereja do bolo no hotel. Primeiro, a localização é estonteante. O SPA fica no alto de um morro e a vista é simplesmente sensacional. A piscina de bordo infinito com água aquecida é uma delícia: relax total. Os tratamentos oferecidos são fantásticos. Imperdíveis. Mesmo que você opte por não fazer os tratamentos, a visita ao SPA é obrigatória.




Outros passeios

O hotel oferece vários passeios nas adjacências da região: praias paradisíacas, passeios de barco e visitas a uma fazenda de cacau, dentre outros. Não entrarei em detalhes, pois optamos por ficar apenas dentro do hotel.

Maiores informações poderão ser obtidas num quiosque localizado ao lado da recepção.

Uma pequena ressalva

Apesar de todos os pontos positivos citados acima, notei que algumas instalações carecem de uma melhor manutenção e, talvez, de uma revitalização, mas nada que ainda atrapalhe a estadia por lá. 

Assim, fica a dica. Se você quiser passar uns dias a dois, numa praia linda e tranquila, o Txai Itacaré é uma grande opção.

MJR

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Cruzeiro da Disney – Dicas



Sempre evitei passear a bordo de um Cruzeiro. Apesar de achar que seria fascinante, a ideia de entrar num navio com mais de quatro, cinco mil pessoas sempre me aterrorizava. Desta forma, mesmo tendo viajado para vários lugares nos últimos anos, a possibilidade de um passeio nos grandes navios nunca entrava em pauta.

Mas, em outubro de 2017 numa reunião familiar, incluindo a “turminha”, decidimos fazer o début e escolhemos o Cruzeiro da Disney – Disney Cruise Line. Assim, aproveitamos a viagem marcada para Orlando e inserimos o passeio de navio por alguns dias. A ideia era provar essa “nova” maneira de tirar férias. Apesar de certa angústia, a ideia me deixou muito entusiasmado.

Usualmente, programamos as viagens por contra própria, através da internet, mas como nunca tínhamos feito um Cruzeiro antes e a viagem estava muito próxima, o que limita os pacotes oferecidos, optamos por fazê-lo numa agência de turismo de confiança. É verdade, saiu um pouco mais caro (7%), mas o conforto e a segurança na primeira viagem valeram a pena.

Após o estudo de algumas opções de roteiros, escolhemos o navio Disney Dream, num percurso de cinco dias e quatro noites, com embarque e retorno pelo porto de Cape Canaveral, Flórida – cerca de uma hora de carro de Orlando. Este navio foi laureado em 2016 como o melhor cruzeiro do mundo pela Cruisers’ Choice Awards.

Foi uma experiência incrível. A alegria dos meus filhos foi contagiante. Acredito que todas as pessoas deveriam ter a oportunidade de fazer o passeio pelo menos uma vez na vida, de preferência acompanhados de filhos ou netos. Apesar de o Cruzeiro conter atividades para todas as idades, acredito que a maior indicação é para as famílias, especialmente aquelas com crianças entre cinco e 15 anos.

Resolvi escrever algumas dicas no intuito de despertar o desejo daqueles que nunca fizeram o roteiro e, principalmente, tirar as dúvidas dos marinheiros de primeira viagem, que no meu caso somente foram sanadas após a execução do passeio.

Aproveitem.

Onde comprar o pacote? Você pode adquirir pelo site da Disney Cruise Line ou diretamente das agências de turismo no Brasil. Nós conseguimos dividir o valor, após a conversão do dólar, em cinco parcelas sem juros.

O que está incluído? Praticamente tudo, exceto o consumo de bebidas alcoólicas e as gorjetas obrigatórias (12 dólares dia por pessoa, incluindo as crianças).

Tipos de cabines? Basicamente existem três tipos: as internas, as externas e as externas com varanda. Sem dúvida, opte pelas cabines externas com varanda, e de preferência em andares mais altos. É verdade que existem ainda algumas cabines especiais maiores e mais luxuosas, mas os preços são proibitivos.

Horários do jantar e dos shows? Juntamente com as escolha das cabines, faça a opção pelo jantar no segundo horário (20 horas e 15 minutos). O primeiro é muito cedo, às 17 horas e 45 minutos. Quem janta no segundo horário, vê o show às 18 horas, e vice-versa.

Tempo de viagem?  Optei pelo passeio de quatro noites, de segunda a sexta, e foi muito bom. Nem muito, nem pouco. Outras opções são o passeio de três dias (neste mesmo navio – sexta à segunda) ou de uma semana em outra embarcação da Disney. Há ainda outros Cruzeiros da Disney mundo afora, mas que fogem do objetivo desta abordagem.

O balanço do navio incomoda? Uma dúvida que sempre tive e que muitas pessoas me perguntaram. Não nos incomodou. No primeiro dia balançou um pouco mais, mas sem grandes problemas. Sempre é bom levar remédios para vômitos e tonturas, especialmente para aqueles mais sensíveis.

Programe a viagem com antecedência – Se você puder programe sua viagem com bastante antecedência, mais de seis meses, pois os preços são melhores e as opções de cabine também. 

Check-in on line? Após a compra do pacote você receberá pelo correio um caderno-voucher com detalhes da sua cabine e os nomes dos viajantes, além das etiquetas para as malas. Contudo é preciso também fazer o check-in on line antes da viagem. É um procedimento meio chato e demorado, mas obrigatório.

Como Chegar? A Disney oferece traslado de ônibus do aeroporto internacional de Orlando (pago). Mas a meu ver a melhor opção é ir de carro. De Orlando a Cape Canaveral você gastará cerca de uma hora. Já do aeroporto de Fort Lauderdale são três horas de carro.

Hotéis em Cape Canaveral? Como o embarque ocorre na hora do almoço, se for preciso pernoitar em Cape Canaveral um dia antes, existem vários hotéis disponíveis. Ficamos no Residence Inn By Marriot, a cinco minutos do porto. O único problema do hotel é não ter restaurante, mas por outro lado tem uma cozinha bem equipada e uma loja de conveniência próxima. O quarto era muito confortável e espaçoso.

Estacionamento no Porto? Uma coisa que intrigou muito antes da viagem foi o estacionamento. Pensava: será que tem vagas suficientes para todos? Fiz uma pré-reserva online no site do estacionamento, inclusive com pagamento, porém alguns dias depois, eu recebi um email alertando que o pagamento seria restituído e que o mesmo deveria ser feito no local. Chegando lá, vi que o sofrimento foi à toa. O estacionamento é enorme e exclusivo para o navio Disney Dream. Tem dois tipos de vaga: as regulares, por volta de 18 dólares dia, e as preferenciais, pouco mais de 104 dólares para todo o período. Optei pelo preferencial, pois o local é mais próximo do embarque, porém o estacionamento é descoberto.

O embarque? Um show de organização. Existe um pré-agendamento de horário (pré check-in) para evitar que todos cheguem ao mesmo tempo. Ao chegar ao porto, após uma breve conferência do nome dos passageiros, ainda dentro do carro, somos orientados a deixar as malas etiquetadas num local próprio, antes de seguir para o estacionamento. Depois fomos direto ao check-in propriamente dito, onde são necessários os passaportes, os vistos e os documentos relacionados ao Cruzeiro. Isso tudo em pouco mais de 45 minutos.

Bagagem de mão – recomendo levar com você uma mala de bordo contendo algumas roupas, agasalhos, documentos pessoais e dinheiro. Suas outras malas estarão na cabine no máximo até às 17 horas e 30 minutos.

Cartão de identificação – No check-in, todos os passageiros recebem um cartão de identificação que será a identificação dos mesmos nos restaurantes, nos bares e a também servirá para a abertura do quarto. No barco você não usará dinheiro ou cartão de crédito. Tudo será debitado no cartão da Disney que, por conseguinte, estará vinculado a um cartão de crédito oferecido no pré check-in.

Treinamento – No primeiro dia, às 16 horas, existe um treinamento básico de emergência obrigatório. Todos devem participar. Orientações sobre coletes salva-vidas, rotas de fuga e planos de emergência. Muito rápido, sem maiores problemas.

Internet – O navio oferece internet paga. Não usei.  Qualquer dúvida vá ao Guest Service no terceiro andar.

Detalhes da cabine. Outra preocupação de todos os marinheiros de primeira viagem, mas que não procede, é sobre a qualidade e o espaço da cabine. A suíte externa com varanda é muito boa. Ela comporta até cinco pessoas. Contém uma cama de casal (Queen size) e três de solteiro.  Destas últimas, uma sai do teto (beliche) e a outras são oriundas de um sofá-cama da sala. Como estávamos em quatro pessoas, optamos por deixar as camas dos meninos montadas e com bom espaço de circulação. Para mim, sem dúvida, foi a melhor surpresa da viagem. A cabine é muito funcional e tudo é muito bem bolado. Há espaço para tudo e o banheiro é dividido em dois compartimentos: um com chuveiro (muito bom) e pia, e outro com o vaso sanitário e uma pia. As malas podem ser guardadas embaixo da cama e há muitas gavetas no local, além de um bom armário. A pequena sala de estar é agradável em continuidade com a varanda. A televisão via satélite apresenta também todas as informações necessárias sobre o Cruzeiro. Outro ponto muito extremamente positivo é que a cabine tem tratamento acústico. Silêncio quase total, e olha que quase todas são cabines conjugadas. Impecável!

Os restaurantes e as refeições.

1.      Outro ponto de destaque é o jantar. Sua mesa estará sempre reservada (o número da mesa é o mesmo em todos os restaurantes, você descobrirá no primeiro dia) e a equipe de garçons também será a mesma em todos os dias. São três restaurantes temáticos para o jantar. No cartão de identificação existe um código com quatro letras que corresponde a sequência que você deverá seguir, da primeira à quarta noite.  Por exemplo, no meu cartão a sequência era ERRA: Enchanted, Royal Palace (duas vezes) e Animator, na sequência. Todos os passageiros devem repetir um dos restaurantes temáticos, já programado pela organização. O que mais gostamos foi o Royal Palace (terceiro andar).
2.      O serviço do jantar é a La Carte: entrada, pães, sopa, prato principal e sobremesa. Em geral você terá pelo menos quatro opções de cada e a cada dia muda o cardápio. As bebidas não alcoólicas estão inclusas. A comida em geral é muito boa.
3.      Para o café da manhã e o almoço você tem a opção do Restaurante Cabanas (Buffet) no Deck Superior e alguns dos restaurantes do jantar funcionam em horários específicos para o café da manhã e almoço. É preciso checar a programação do dia. No almoço e no café da manhã não há mesas marcadas.
4.      Entre as refeições principais são oferecidos snacks e sanduíches no Deck superior (Luigi Pizza), além de sorvetes e refrigerantes à vontade (a meninada agradece).

Atividades familiares e para os pequenos.

1.      Deck familiar e infantil com duas piscinas aquecidas (pequenas).
2.      Área de golfe do Pateta – minigolfe do pateta. Meu menino adorou.
3.      Pequena quadra poliesportiva – o basquete é preponderante.
4.      Duas mesas de pingue-pongue.
5.      Área molhada do Nemo – reservada para os pequeninos.
6.      Acqua Duck – é um toboágua que parte do último andar (12) e circunda o navio, inclusive “sai” um pouco para fora do navio. Muito legal. Você vai de boia, de uma ou duas pessoas. Problema no inverno: água fria.



7.      Clubinho – salvo engano está situado no quarto andar. A supervisão é boa e tem muitas atividades. Meu menino não gosta muito de clubinhos. Ele foi apenas pra conhecer. Outro problema: os monitores falam apenas em inglês, o que pode limitar a diversão das crianças.
8.      Teatro – situado no terceiro e quarto andares (plateias inferior e superior). Os espetáculos com duas sessões à noite. Gostamos muito das peças “A Bela e a Fera” e também do Mickey Golden Awards. Sugiro que você chegue com 20 minutos de antecedência para pegar um bom lugar. Só não gostamos do Show de mágica que foi muito enfadonho.
9.      Cinema – existem duas áreas. Um telão enorme na piscina (só desenhos animados para a meninada) e um cinema 3D muito bom no terceiro andar (adultos e crianças).
10.  Bingos – ocorrem todos os dias nos período da tarde e com boas premiações. As crianças podem participar, mas somente acompanhadas dos adultos.
11.  Encontro com os personagens. Outro ponto forte da viagem, especialmente para as crianças. Há vários locais de encontro com os personagens da Disney durante o Cruzeiro com destaque para a festa com todos eles no último dia à noite, às 22 horas. Imperdível.

Atrações exclusivas para os adultos

1.      Deck próprio na parte da frente do navio. Acesso permitido apenas para os maiores de 18 anos.
2.      SPA. Não usei.
3.      Restaurantes, italiano (Palo) e francês (Remy), exclusivos para os adultos e com reservas prévias obrigatórias, além do pagamento de taxa suplementar. Ambos têm cartas de vinhos especiais. Eu tinha reservado previamente o Remy para o segundo dia, mas optei por ficar com as crianças. É preciso cancelar com 24 horas de antecedência, se não você pagará a sobretaxa, mesmo sem ir. Outro motivo para a minha desistência é que o restaurante exige terno e gravata (haja paciência).
4.      Bar de Champanhe. Excelente. Também não permite crianças. Um lugar muito aconchegante. Se você pedir a uma garrafa e não beber tudo, mande o restante para o quarto para você saboreá-la na varanda admirando o mar.
5.      Lounge com música ao vivo.

Gorjetas (Tips) – além das gorjetas obrigatórias há a cobrança de 15% sobre as bebidas alcoólicas, e a cada consumo sugere-se um tip adicional (gratuity). Ao final do Cruzeiro sugere-se uma gorjeta adicional aos funcionários diretamente relacionados aos hóspedes (garçons e camareiro).

Festa do pirata e queima de fogos – No penúltimo dia à noite (22 horas e 30 minutos) tem a festa dos Piratas com Show de Jack Sparrow. Noite muito divertida. Várias pessoas foram fantasiadas, com música boa, danças e uma bela queima de fogos.

Paradas – Neste Cruzeiro existem duas paradas diurnas, em Nassau e na Ilha da Disney – Castaway Cay – na terça e quarta durante o dia, nesta ordem.

Nassau é a capital das Bahamas. Pontos de interesse: um passeio pela ilha que é oferecido pelos nativos, belas praias e compras sem impostos, principalmente joias e artigos de luxo. Seguindo a genética, optei por ficar no navio curtindo o meu pequeno e as “meninas” seguiram para as compras. Par sair do navio basta um documento com foto (carteira de motorista, por exemplo) e o cartão do navio.

Castaway Cay – A ilha é linda e paradisíaca. A descida é obrigatória. Pena que o dia estava chuvoso e atrapalhou nosso passeio.  Tudo lá pode ser consumido como no navio, inclusive a comida faz parte do pacote. Para entrar ou sair do navio basta levar o cartão de identificação do navio.




Preparativos para o desembarque

1.      Não é obrigatório fazer o check-out. O seu cartão de crédito oferecido antes da viagem garantirá os débitos. Se você quiser pagar com outro cartão ou em cash, basta comparecer ao Guest Service no terceiro andar. Lá, você também pode retirar o extrato das despesas extras.
2.      Na noite anterior, entre as 20 horas e as 22 horas e 30 minutos você deverá deixar as malas no corredor de fora da cabine, para que eles as coloquem de fora do navio na manhã seguinte; retire as etiquetas antigas e coloque as novas que ficam disponíveis com o camareiro. As malas que não forem colocadas de fora do quarto deverão ser conduzidas por você mesmo no dia seguinte.
3.      Café da manhã da sexta-feira: dois turnos no último dia, das sete às oito horas e das oito às nove horas, seguindo a ordem prévia dos jantares. Você e sua família tomarão café da manhã no mesmo restaurante do jantar do último dia. É possível também tomar o café da manhã no restaurante Cabanas (Buffet), a partir das seis horas da manhã.
4.      Desembarque a partir das 7 horas da manhã. Horário final: 9 horas e 30 minutos.
5.      Importante: você deverá desocupar as cabines até às 8 horas da manhã. Assim, se você estiver escalado para o último horário do café da manhã você precisará levar suas bagagens para o restaurante.
6.      Ao desembarcar você pegará suas malas, de acordo com a etiqueta, e passar pela aduana e controle de passaporte, antes de ir ao estacionamento.

Espero que você tenha gostado das dicas. Outras informações podem ser obtidas no site da Disney Cruise Line. Se você nunca foi a Orlando e aos Parques da Disney, leia também o artigo que escrevi em 2015.

Abraço.

MJR





sexta-feira, 14 de julho de 2017

Dicas de Barcelona – 2017



Introdução
Com certeza a cidade de Barcelona é uma das metrópoles mais interessantes da Europa. Se pudesse escolher um lugar para viver, Barcelona seria uma grande opção. Existem guias e mais guias sobre a cidade. Na primeira viagem que fiz, usei o guia da Folha, que você adquire facilmente nas principais livrarias. Faça o mesmo. Lá você encontrará informações detalhadas sobre os principais eventos. Por outro lado, a ideia deste rápido texto é compartilhar com os amigos do site algumas dicas pessoais que considero valiosas e que facilitarão a visita dos marinheiros de primeira viagem. Não tenho a intenção de esgotar o assunto, mesmo porque não teria competência para tal.

Quantos dias ficar lá?
No mínimo quatro dias, talvez o ideal seja uma semana. Obviamente tudo dependerá da sua disponibilidade de tempo. A cidade é muito rica em monumentos e passeios, assim explore ao máximo seus encantos.

Programe sua viagem com antecedência e o mais importante: compre os ingressos online!
Aqui talvez seja a melhor dica. A cada ano a cidade recebe mais e mais visitante. Todos os monumentos são cheios e com filas intermináveis. Todos, sem exceção. Assim, compre os ingressos com antecedência pela internet. Você economizará muitas horas do seu precioso tempo e otimizará sua viagem. Todos os grandes pontos turísticos têm seu próprio site explicativo e que permite a compra de entradas online. Basta um busca rápida no Google.

Ótima porta de entrada para a Europa
Desde 2015, a LATAM tem voo direto para Barcelona, saindo diariamente de São Paulo, uma ótima opção para chegar ao continente europeu. Os preços das passagens aéreas são bons, o aeroporto de Barcelona é moderno e não é tumultuado, e a imigração é rápida e sem maiores burocracias. Outro ponto positivo: Barcelona fica a pouco mais de 100 km da fronteira com a França.

Transporte
A cidade tem uma malha metroviária invejável. E melhor, sem maiores dificuldades para seu uso. Entretanto, sugiro o uso do serviço de táxi: altamente disponível (talvez o maior número de táxi por habitante das cidades que já visitei), barato e de ótima qualidade. Realmente vale a pena. Em virtude disso não usei o Uber em Barcelona e não tenho informações sobre o serviço.

Hotéis
Barcelona oferece inúmeras opções de hospedagem, mas vou citar apenas um hotel: o Renaissance ( Carrer de Pau Claris, 122, 08009, Eixample, Barcelona). O Hotel tem localização impecável, perto de tudo e o preço não é tão salgado. Se você não puder pagá-lo, opte por um hotel próximo, pois a localização é realmente fantástica. É possível visitar os principais os monumentos a pé. O hotel fica a apenas um quarteirão de uma das principais vias do bairro mais importante de Barcelona: Avenida Passeig de Gràcia.



A cidade
Basicamente, poderíamos dividir a parte central da cidade em três grandes bairros: a cidade histórica, o bairro Eixample (a parte nova) e o Montjuic (a parte alta). Existe ainda a região litorânea da cidade com destaque para o Port Olímpic e a praia de Barceloneta (aldeia de pescadores). O Port Olímpic é uma área beira-mar que foi totalmente recuperada para os Jogos Olímpicos de 1992. Aliás, neste ano de 2017 completou-se 25 anos do evento que, definitivamente, colocou a cidade em outro patamar de desenvolvimento.



Antoni Gaudí
Para mim, o ponto de destaque da cidade é a arquitetura. E Gaudí é o grande nome dos monumentos de Barcelona, um dos principais mestres do modernisnmo. Não deixe de visitar suas principais obras: a Casa Batlló, a Casa Milà (La Pedrera), o Parc Guell (parque privado e que requer ingresso para sua visita) e a estonteante igreja da Sagrada Família (até hoje inacabada).  Não dá para deixar de visitá-los, cada um com suas peculiaridades. E não se esqueça de comprar seu ingresso com antecedência. No guia que citei você tem informações detalhadas sobre estes monumentos.









Restaurantes
Outro ponto alto da cidade é a culinária catalã. As famosas tapas são aperitivos deliciosos. Dentre as várias opções de estabelecimento, vou destacar apenas três restaurantes (para todos os bolsos), localizados no bairro de Eixample e próximos do hotel recomendado.

Etapes: restaurante minúsculo, porém fenomenal. Excelente comida e com uma apresentação dos pratos digna de uma estrela Michelin. Ótima carta de vinhos e com bons preços. O restaurante é indicado pelo guia Michelin, apesar de não ser estrelado, ele é classificado como “Bib Gourmand”, o que significa boa comida e ótimo preço. Recomendo fortemente.



Casa Calvet: mais uma obra de Gaudí. O ambiente é muito harmonioso e aconchegante, muito bem cuidado de perto pela Dona. Apesar disso, os preços são camaradas, especialmente no almoço. Ótima carta de vinhos e com bons preços. Vale a pena conhecer.




Lasarte: atualmente com três estrelas Michelin, 2017, esse restaurante figura entre os melhores que já visitei na Europa. Se em 2013 ele já era bom – na época ele tinha “apenas” duas estrelas – agora ele ficou ainda melhor. O Chefe Martin Berasategui é um dos ícones da culinária espanhola e mundial. Problema: é muito caro! Mas para os amantes da boa comida e do bom atendimento vale o sacrifício. Reservar com antecedência é obrigatório.






Futbol Club Barcelona
O time do Barcelona é o orgulho da cidade. Para os amantes do futebol, a visita ao estádio (e ao museu) é obrigatória. Se você gostar de futebol e conseguir assistir algum jogo, melhor ainda. Se for um da Champions League, “não tem preço”. Tive a oportunidade de ir ao jogo entre Barcelona e Juventus pelas quartas de finais em 2017: fenomenal! Você pode adquirir o ingresso no site do clube site, tranquilamente. Outra coisa: no dia de jogos e, por vezes na véspera, existem mudanças nos horários de visita do estádio e do museu. Programe-se com antecedência.




Bairro antigo
Vale a pena um passeio a pé e sem pressa através do centro histórico. Fica a poucos minutos do hotel recomendado, caminhando. A Catedral da cidade fica lá. A famosa Avenida La Rambla também (avenida muito cheia, que particularmente não gostei, mas tire suas próprias conclusões). Caminhe sem pressa e chegue à avenida beira- mar: o Port Olímpic ficará a sua esquerda. Destaco ainda dois pontos turísticos na cidade velha:



Museu Picasso
Situado no centro histórico, este pequeno museu é muito rico e bem cuidado. Você terá uma ótima noção sobre a obra de Picasso. Sempre muito cheio, assim, reservar com antecedência é quase obrigatório.

Palau de la Música Catalana
Talvez um dos “teatros” de música mais belo que já visitei. O mosaico da cúpula e a acústica do teatro são espetaculares. Vale a pena uma visita guiada que dura cerca de uma hora. Imperdível.




Montjuic
Bairro no alto e com um vista maravilhosa da cidade. Lá, visite o Castelo (nada demais, mas a vista da cidade vale cada centavo), o estádio olímpico e o parque. Dica: vá de táxi, cerca de 10 euros partindo do bairro Eixample, e volte de bondinho, furnicular e metrô, nesta sequência. A volta sairá mais cara, mas vale a pena o passeio e a vista. 




Vinícolas
A Região de Penedès, ao sul de Barcelona, produz as famosas “Cavas”, o vinho espumante espanhol mais famoso. Dentre as várias companhias, opte pela visita à Codorniú, uma das mais belas vinícolas que já visitei, sem dúvida. O local é realmente único. O agendamento é obrigatório pelo site. Você pode optar por ir de carro saindo de Barcelona (cerca de 45 km) ou se hospedar na pequena cidade de Villa Franca de Penedès. Sugiro o Hotel Mastinell (Cava & Hotel Mastinell) que fica na periferia desta pequena cidade e no meio dos vinhedos. A arquitetura do hotel é ímpar e o restaurante é ótimo e muito barato. Outro ponto positivo, o hotel fica a 40 minutos de carro do aeroporto de Barcelona, El Prat, sem a necessidade de atravessar a cidade, haja vista que o aeroporto é ao sul de Barcelona. Ótima opção para o último dia de viagem, prestes ao retorno ao Brasil.






Madri e outras cidades da Espanha
Se você quiser continuar sua visita pela Espanha, você poderá fazê-lo de trem rápido partindo da moderna Estação Sants, no centro de Barcelona. Você tem à disposição trens de alta velocidade (Empresa RENFE) com destino às principais cidades da Espanha. Destaco a ligação direta com a capital espanhola, numa viagem tranquila, rápida e agradável.

Catalunha
Existem vários outros passeios em Barcelona e na região da Catalunha que não foram comentados aqui, como exemplos, a cidade de Girona e o famoso Montserrat. De todo modo, acredito ter repassado algumas informações importantes sobre essa fantástica região. Não deixe de visitá-la. Boa viagem!

MJR





segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A importância das safras em Bordeaux.



Qualquer região vinícola do mundo sofre influências climáticas durante o processo de maturação e colheitas das uvas, o que afeta diretamente a vinificação e a qualidade dos vinhos. Assim, o mesmo rótulo pode sofrer mudanças exuberantes de uma safra para outra.

Quando começamos a nos interessar por vinhos usualmente conferimos mais importância aos rótulos, às cepas e às regiões, em detrimento às safras. Foi assim comigo. Mas, feliz ou infelizmente, além de conhecer as regiões vinícolas, os bons produtores e as cepas, você precisa ter noções básicas sobre as safras. Caso contrário, poderá comprar gato por lebre.

Também é verdade que mesmo em anos ruins os bons produtores fazem excelentes vinhos. Eles priorizam a qualidade e diminuem a produção. Contudo, esta não é a regra, pois a maioria dos produtores não quer ficar no prejuízo e acaba produzindo vinhos magros e pouco inspiradores.

Para os apreciadores dos vinhos bordaleses, a ótima notícia que tenho é que desde o ano 2000 as safras em Bordeaux foram muito acima da média. A natureza colaborou, e muito. Não tivemos safras ruins. A melhor delas foi em 2009, segundo especialistas. A Grande Safra, talvez a melhor de todos os tempos. Será? Só o tempo dirá, pois estes vinhos estão longe da maturidade plena.

Tivemos excelentes safras em 2000 e 2010. A safra de 2003 também foi espetacular. Recentemente, bebemos o segundo vinho do Château Margaux, o Pavillon Rouge 2003, e estava sensacional batendo vários vinhos crus classés de outras safras (foto inicial).

As safras de 2006, 2007 e 2008 ficaram acima da média e produziram ótimos vinhos. A safra de 2001 também foi muito interessante (o Château Monbusquet 2001, Saint-Emilion Grand Cru, está impecável). Por outro lado, as safras de 2002, 2003 e 2004 foram um pouco menos nobres, mas muito boas. As safras mais recentes, 2011 e 2012, também foram interessantes.



Antes da virada do século, as grandes safras em Bordeaux foram: 1929, 1945, 1961, 1975, 1982, 1989, 1990, 1995 e 1996. Obviamente, os vinhos destas safras são raros e caros. Opte por comprar vinhos das safras a partir do ano 2000.

Para finalizar, comento um aspecto muito importante para os vinhos de Bordeaux. Em geral, os melhores vinhos estarão prontos em média 10 anos ou mais após a safra, especialmente os classificados (crus classés). O segundo vinho dos grandes châteaux podem ser bebidos antes disso, mas nas grandes safras, como em 2005, eles ficam ainda melhores após 10 anos: no último sábado provamos o Moulin De La Lagune 2005 do Chateau La Lagune, Cru Classé Haut-Médoc, e estava soberbo e ainda com potencial de guarda. Os melhores vinhos Crus Bourgeois também se beneficiam do tempo em garrafa. Já os vinhos mais simples de Bordeaux podem ser consumidos com poucos anos de garrafa. São vinhos para o dia a dia.




À votre santé!

MJR

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Bordeaux - O melhor vinho do mundo - Parte IV.



Um pouco mais sobre os châteaux e vinhos do Haut-Médoc

A melhor maneira de conhecer a região de Bordeaux é de carro. Existem vários agentes turísticos locais que fazem excursões diárias para os principais châteaux, saindo da cidade de Bordeaux, mas se você puder faça o passeio por conta própria. É muito mais prazeroso, sem regras e sem limites. Mas tenha muito cuidado e não dirija sob o efeito do álcool – planeje o motorista da rodada!

Já tive a oportunidade de visitar várias regiões vinícolas na Europa, especialmente na França, mas nada se compara a uma visita à margem esquerda do rio Gironde. Para os amantes do vinho a região é incomparável!

Um dia de passeio é bom, mas talvez dois seja o ideal. Há quem fique hospedado num dos châteaux da região que dispõe de quartos e restaurantes privativos, por uma ou duas noites. Ainda não tive a oportunidade de fazer esta opção, mas quem já fez, garante que vale a pena!



Na minha visita optei por ficar hospedado na cidade de Bordeaux, por quatro noites, e alugar um carro para passear pelo Haut-Médoc e pelas demais regiões de Bordeaux. A comuna de Margaux fica a 25 km do centro de Bordeaux. Existe uma estrada principal margeando os vinhedos, mas o ideal é por dentro dos vinhedos, seguindo pelas pequenas vias: sem pressa, parando e admirando a bela paisagem. O terreno é totalmente plano e ao chegar à Margaux você verá castelos e mais castelos. Cada um mais charmoso que o outro. Entre os castelos, vinhedos e mais vinhedos. É impressionante a beleza das propriedades!




Para visitar os châteaux mais prestigiados é preciso reservar com antecedência pela internet ou por telefone. Fiz tudo por email. Quase todos são abertos para visitas. Optei por conhecer o Château Cos d’Estournel, em Saint-Estèphe. A minha escolha foi baseada na imponência do castelo – uma construção atípica para a região. A primeira vez que vi este belo Château foi num DVD produzido pelo jornalista Renato Machado no canal fechado GNT no começo da década passada. Outro motivo foi a qualidade dos vinhos produzidos ali: um dos meus preferidos. A visita foi impecável. Se tiver interesse, leia o post publicado em maio 2015.





Depois da cidade de Margaux (cerca de 15 km ao norte), a próxima comuna importante é Saint-Julien (Saint-Julien / Beychevelle). A importância desta pequena aldeia se dá pelo número expressivo de châteaux classificados em 1855. Logo depois de Saint-Julien (a divisa é praticamente imperceptível) temos a comuna de Pauillac, a mais badalada de todas, em virtude dos grandes châteaux ali situados e da pequena vila às margens do Gironde. Grudado em Pauillac, literalmente, temos a região de Saint-Estèphe, outra comuna importante do Haut-Médoc. Um fato me marcou bastante: os Châteaux Lafite-Rothschild e Cos d’Estournel fazem divisa, um em Pauillac e outro em Saint-Estèphe. Apenas uma estreita faixa de vegetação os separa (veja nesta imagem aérea do Google Earth). E o mais interessante: os vinhos são totalmente distintos!



Entre Margaux e Saint Julien, temos o chamado Médoc Central, uma área menos nobre, mas que produz alguns excelentes vinhos, não classificados em 1855. As duas principais aldeias são Listrac e Moulis. Excelentes vinhos, Cru Bourgeois, são produzidos aqui e com preços bem camaradas. As duas vilas são mais interioranas, longe do rio, o que prejudica a qualidade do solo. Todavia, em anos bons e nas mãos de bons produtores, você poderá encontrar excepcionais vinhos. Procure pelo Château Maucaillou, Château Chasse-Spleen e Château Poujeaux, dentre outros. Recentemente numa degustação às cegas na minha casa, o Chasse-Spleen 2001 bateu vários Grand Cru Classé de 1855 do Haut-Médoc.

As características das sub-regiões do Haut-Médoc e os vinhos de destaque.



Margaux – é a maior comuna do Haut-Médoc e a mais ao sul. O solo é mais leve e pedregoso – muito cascalho – e a drenagem da terra é quase perfeita. Os vinhos são descritos como elegantes, aromáticos e finos. O Châteaux Margaux é o mais importante – o único premier cru da região. Outro expoente é o Château Palmer (troisième cru) – um castelo maravilhoso. Dos 61 vinhos classificados em 1855, 21 estão localizados em Margaux. Destaco os seguintes: o Château Rauzan-Ségla, o Château Lascombes, o Château Cantenac-Brown, o Château Kirwan e o Château D’Issan.




Saint-Julien – é a menor comuna, porém 95% dos châteaux estão listados na classificação de 1855. São 11 no total. Talvez no Médoc, sejam meus vinhos preferidos pelo custo-benefício. Karen MacNeil no seu livro A Bíblia do Vinho escreveu: “se você quiser beber apenas os vinhos dessa comuna pelo resto da vida, com certeza será muito feliz”. Os vinhos são saborosos, refinados e, ao mesmo tempo, potentes. Não sei o motivo, mas sempre tive uma queda pelos vinhos do Château Lagrange. Tive a oportunidade de degustar várias safras, quase todas muito boas, especialmente as mais antigas. Outro vinho marcante da região é o Château Gruaud-Larosse. Destaco ainda os seguintes châteaux: os três Léoville, o Ducru-Beaucaillou, o Branaire-Ducru e o Beychevelle. Não poderia terminar esta comuna sem comentar sobre o Château Gloria. Ele produz um vinho delicioso, complexo e relativamente barato. Recentemente paguei 45 dólares por uma garrafa, safra 2010. Uma pechincha pela qualidade do vinho!





Pauillac – a maior estrela do Haut-Médoc. O requinte do requinte! Três dos cinco premiers crus estão localizados aqui (Château Lafite-Rothschild, Château Mouton-Rothschild e Château Latour).  A comuna em si é menor que Margaux, mas possui 18 vinhos classificados em 1855. Os vinhos de Pauillac são descritos como mais encorpados e complexos, todavia o terroir é muito variado, e por isso as características dos vinhos oscilam muito entre as propriedades. A proporção entre as uvas usadas para a vinificação também é muito variada: alguns utilizam mais cabernet sauvignon (até 70%) e outros nem tanto (45%). Além dos três premiers crus, destaco ainda o Château Lynch-Bages, o Château Longueville Comtesse de Lalande, o Château Haut-Bages-Libéral, o Château Grand-Puy-Lacoste e o Château Grand-Puy-Ducasse.






Saint-Estèphe – pequena comuna ao norte, no extremo do Haut-Médoc. Aqui os vinhos são mais austeros e potentes, em virtude do solo mais pesado, o que dificulta a drenagem do mesmo. Sou literalmente apaixonado pelos vinhos daqui. Além do Cos (como os produtores locais chamam o Château Cos d’Estournel), outro vinho soberbo é o Château Montrose. Em 2014, em visita à França, tive a oportunidade de beber a safra 1996 deste vinho – algo inesquecível. Mais uma vez gostaria de citar que a visita privada ao Château Cos d’Estournel é impecável e que pode ser reservada com antecedência pela web. O custo não é tão alto, haja vista que é uma visita exclusiva para poucas pessoas. Vale a pena. Recentemente a safra 2009 foi excepcional. As duas estrelas da região, o Montrose e o Cos, foram laureadas com a nota máxima, 100, pelo jornalista americano Robert Parker.




MJR